domingo, 15 de outubro de 2017

O "NADA" E O "VÁCUO QUÂNTICO"
























Lawrence Krauss, físico teórico e divulgador científico escreveu um livro chamado "O Universo a partir do Nada" com um proposta simples: o “nada físico" não é o mesmo que o "nada real”, por que mesmo se você pudesse remover tudo do Universo, você ainda ficaria com as flutuações quânticas que estão incorporadas no espaço-tempo. A isso é dado o nome, Vácuo Quântico.
Assista a sua palestra:



Existe uma grande diferença entre "O Universo a partir do nada" e "O Universo a partir do vácuo". E esse é o grande equívoco filosófico de Krauss: o jogo com palavras.
Os físicos tendem a expressar uma certa frustração pelos filósofos, precisamente porque eles se importam muito com as palavras [definições]. Os filósofos, por sua vez, tendem a se irritar com os físicos, porque na maioria das vezes, eles usam palavras o tempo todo sem saber o que elas realmente significam. 
https://universoracionalista.org/por-que-falar-de-filosofos/ 

Ele escreve no capítulo seis: "O espaço vazio, na verdade, contém algo". Esta afirmação implica uma contradição lógica:

  1. Se é vazio, como pode conter algo?
  2. Se contém algo, como pode estar vazio?
Não me alongando, para uma crítica filosófica mais completa veja a de David Albert escrita para o New York Times. [Traduzida pelo geneticista Eli Viera]
Mas isso simplesmente não está certo. Estados de vácuo teóricos-de-campos-quânticos-relativísticos — não menos que girafas ou refrigeradores ou sistemas solares — são arranjos particulares de um material físico elementar. O verdadeiro equivalente teórico-de-campos-quânticos-relativísticos para a inexistência de qualquer material físico não é este ou aquele arranjo particular dos campos — o que seria (obvia e inelutavelmente, e ao contrário) [o nada] é a simples ausência dos campos!
Mas tenho um outro questionamento a fazer: Não seria o vácuo quântico a consequência de olharmos o universo por dentro, e não por fora?

Durante a história da humanidade, dos Gregos até o idealismo Alemão, acreditava-se que o universo era eterno. A Bíblia contudo, guardou consigo uma ideia menos popular: Os escritores hebraicos criam que o universo nem sempre existiu. Tudo quanto existe, e isso inclui o espaço-tempo e matéria, foi criado a partir do nada (não o quântico, mas ex nihilo) como um ato divino.

Como afirma o primeiro versículo das Escrituras Sagradas hebraicas, “no princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1.1).

O que nos leva a pensar que este primordial e fundamental fator que deu existência ao universo seja o ato de um Deus? "um evento só pode ser considerado um ato de Deus (e não um ato de alienígenas tecnologicamente avançados) quando se trata de algo vindo do nada (ex-nihilo), sem uma causa natural."

E um dos avanços mais espantosos da astronomia moderna, é que agora temos fortes indícios científicos para o começo do universo. Como por exemplo o Big Bang, que somente é o termo que designa o processo de evolução do universo:
O Big Bang representa o evento de criação, a criação não só de toda a matéria e energia do universo, mas também do espaço-tempo em si.  
P. C. W. Davies
Além de postular também a origem absoluta a partir do nada, ex nihilo. Pois não só toda a matéria e energia, mas o espaço e o tempo passam a existir na singularidade cosmológica inicial.

A definição dada por Lawrence Krauss ao "nada" na verdade é alguma coisa: Vácuo Quântico.

Vocês podem conferir um pouco mais neste vídeo do Blablalogia:



Mas não seria o Vácuo Quântico uma consequência por estarmos olhando "dentro do espaço"? Digo, na imagem anexada, mostra o Big Bang se expandindo (Ele não tem um centro pois não começou em algum ponto do universo, mas em um momento no tempo), porém, O ESPAÇO ESTA SE EXPANDINDO DA ONDE? A parte toda escura da imagem não seria o "nada", no sentido de ex-nihilo, onde realmente não existe nem mesmo o "nada-vácuo quântico"?


Em outras palavras: O vácuo quântico não seria consequência de estarmos olhando de onde "o espaço-tempo já se expandiu"?

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